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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Projeto do Aeroporto aqui da praia do Farol de São Tomé que ficou parado por 5 anos pode finalmente sair do papel com mudanças no projeto original.

O engenheiro e professor do Instituto Federal Fluminense (IFF), Roberto Moraes, apresentou na manhã desta quinta-feira (20/02) em seu blog, novas e importantes informações sobre a retomada do projeto do aeroporto de Farol de São Tomé, litoral campista, que estariam em processo avançado. Segundo a nota do blogueiro, o projeto do aeroporto teria sido modificado e seu porte reduzido em relação ao projeto anterior. A rede PetroNotícias, que não é de informações oficiais da empresa, destacou também que o atual heliporto do Farol será desativado.

"A Petrobras vai desativar o heliporto de Farol de São Tomé, em Campos. O local será usado para a construção do maior aeroporto regional do país, com previsão de movimentação de 1 milhão de passageiros por ano, exclusivamente para dar apoio às plataformas da Bacia de Campos. O novo local é tido como estratégico, pois permitirá voos mais curtos para a maioria das plataformas da região", informou o blogueiro.

Para alimentar ainda mais a tese de que o projeto está em andamento, no último dia 13 de fevereiro, o governo estadual, através do Departamento de Estrada de Rodagem (DER-RJ), autorizou a Petrobras Distribuidora S.A. a construir acesso ao novo aeroporto, numa distância de seis quilômetros até a rodovia estadual RJ-216.

A autorização consta do processo n° E-17/205.084/2007, após parecer da Divisão de Estudos de Projetos da Assessoria de Planejamento (fls. 156).

Por telefone,  o professor Roberto Moraes conversou com a reportagem do Site Ururau e fez uma análise do projeto. “O que vemos é que a Petrobras esta analisando essa possibilidade da retomada do projeto dentro de sua logística toda, mas podemos afirmar o que pensa dentro de sua demanda. O projeto ficou parado mais de cinco anos e não sabemos se vai acontecer ou não, é difícil assegurar, mas creio que vá acontecer sim, até porque teria sido retomado em janeiro”.

A reportagem do Site  fez contato com a assessoria de comunicação da empresa que ficou de encaminhar um posicionamento, mas não passou nenhuma nota.

O que se especula é que a construção do aeroporto será realizada por empresa terceirizada com o emprego de capital privado, e não pela estatal.

O aeroporto tem área definida já no km 45 da RJ 216, há seis quilômetros da praia campista e bem próximo do heliporto de Farol.

Em 2010 houve o anúncio por parte do gerente-geral de Exploração e Produção da Petrobras, Ricardo Albuquerque Araújo, durante palestra na Rio Oil & Gas, de que seria efetiva a construção do novo aeroporto de Farol, chamado pela empresa de "New São Tomé", e a previsão era de que seria inaugurado já este ano, em 2014.

A informação foi dada junto do anúncio de outros projetos de logística que visavam dar suporte às operações do pré-sal, tanto na Bacia de Campos e Santos, quanto no Espírito Santo.

NEW SÃO TOMÉ 
Após análise das desvantagens das três opções a Petrobras considerou que a construção de um novo aeroporto em terreno próprio seria a melhor opção. A área em que o Aeroporto de Farol de São Tomé será construído possui condições propícias para a implantação do empreendimento, pois está localizada a menos de 1 km, a noroeste (NW), do atual Heliporto da única praia campista.

O novo Aeroporto considerará um desenho em que os circuitos de tráfego para aviões serão realizados no setor a noroeste (NW) e para os helicópteros no setor sudeste (SE). Isto possibilitará circuitos independentes entre os dois tipos de aeronaves.

O Aeroporto de Farol de São Tomé visa atender ao transporte aéreo dos passageiros da Petrobras para as plataformas de exploração e produção da empresa. O mesmo terá uma pista de pouso e decolagem de 1.500 m x 30 m para aviões e quatro helipontos que permitirão dois pousos e duas decolagens ao mesmo tempo.

A pista para aviões atenderá até turbo jato da Boeing (B-737). A torre de controle de voos terá uma altura de 25 m e estará disponível para operar durante 24 horas, embora a rotina de operação seja apenas com a luz do dia, pois o aeroporto não tem previsão de operações de voos à noite.

Para a manutenção dos helicópteros, estão previstos até 8 galpões, denominados hangares, sendo que cada hangar ocupará um lote com dimensões de 50 m x 60 m, mais uma faixa lateral de 10 m x 30 m. O projeto prevê a construção de um pátio de estacionamento de aviões de dimensões de 120 m x 80 m. Para as aeronaves de asa rotativa (helicópteros), o pátio de estacionamento terá 514 m x 372 m, comportando 40 vagas demarcadas.

Em atendimento aos usuários que deixarão seus veículos por um longo período no aeroporto, enquanto trabalham nas unidades marítimas, um pátio de estacionamento de veículos será construído com capacidade para 342 vagas de automóveis e 8 vagas para ônibus e vans.

Um Parque de Abastecimento de Aeronaves (PAA) será construído com dimensões de 90 m x 70 m, com capacidade inicial para armazenar 240.000 litros, podendo ser duplicado. Também está prevista uma central de utilidades com 105 m x 70 m que reunirá em um conjunto de prédios de concreto e alvenaria instalações referentes à água, eletricidade, eletrônica e manutenção do Aeroporto.

O Terminal de Passageiros ocupará uma área de aproximadamente 9.000 m2, devendo atender a um movimento anual de até 1.000.000 (um milhão) de passageiros embarcados e desembarcados. Para a segurança, o conforto e o bem-estar dos passageiros, o Aeroporto de Farol de São Tomé contemplará áreas com ambiente climatizado, posto médico, banca de jornal, internet e restaurante.

A matéria foi extraída na integra do Jornal online Ururau.