A construção do Complexo Logístico e Industrial Farol-Barra do Furado, entre Campos e Quissamã, está ganhando um grande reforço. Para dar continuidade às obras de estaqueamento, um sistema de vigas metálicas que possibilita a instalação de estacas mar adentro, conhecido como Cantitravel, chegará ao local. Utilizado para apoiar os equipamentos de fundação, o Cantitravel permitirá que 32 estacas sejam cravadas fora do continente.Na primeira fase das obras, já foram cravadas 40 estacas do píer de atracação e da implementação do sistema australiano de sand by pass, de transpasse de areia, com a região sendo a primeira da América Latina a adotar a tecnologia. No canteiro de obra, um outro sistema aguarda o início da operação de concretagem, prevista para dentro de 30 dias. Trata-se do sistema de tetrápodes, estruturas pré-moldadas de concreto que complementarão os molhes de pedras.
- Toda a documentação solicitada pela Secretaria dos Portos do governo federal para a liberação do recursos a serem investidos na dragagem do Canal das Flechas já está sendo enviada. O Consórcio Terra & Mar solicitou às empresas off-shore, que se instalarão na área, autorização para o uso de áreas para o depósito de material, como barro e areia -, informou o secretário municipal de Obras e Urbanismo, Edilson Peixoto.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico e Petróleo, Marcelo Neves, seis empresas estão confirmadas para se instalar no Complexo Farol-Barra do Furado: BR Offshore (estareiro); STX Brasil Offshore (estaleiro coreano); Edson Chouest Group (base de apoio offshore); Alupar Investimentos S.A (empresa de tancagem); Eisa (estaleiro); e Cassinú (estaleiro), entre outras, que estão em processo de sondagem.
- A nossa missão é transformar crescimento econômico em desenvolvimento econômico, que abrange situação muito mais ampla, que inclui qualificação de mão de obra para gerar renda, transformando como um todo a vida das pessoas e para melhor – frisa o secretário.
Fonte: PMCG



No episódio de estreia, Ernesto Paglia vai com a equipe do programa até Campos dos Goytacazes, no litoral norte do estado do Rio de Janeiro, acompanhar de perto a pesca do camarão, um dos frutos do mar mais rentáveis e cobiçados no mundo inteiro e um importante item da exportação brasileira.
O público vai conhecer a maneira única usada pelos pescadores da praia do Farol de São Tomé para capturar o peixe. Grandes tratores agrícolas são os principais aliados há mais de 30 anos neste trabalho. Como o mar da praia é muito agitado e não há um porto para os barcos atracarem, são os tratores que empurram e puxam as embarcações durante o processo. “Esse sistema é inspirado nos carros de boi da agricultura. Nosso pessoal é do interior de Campos e trabalhou muito na época do corte da cana de açúcar. Aí, na entressafra, os nossos parentes vinham para a praia pescar”, explica Rodolfo Ribeiro, presidente da Colônia de Pescadores do local.
Além de desvendar toda a rotina de trabalho desses pescadores – que pode chegar a 12 horas diárias e render até 500 quilos de camarão em um único dia – o programa mostra que, apesar deste tipo de pesca ser permitida por lei no Brasil, ela é predatória e coloca em risco outras espécies marinhas. Para cada quilo de camarão que é desembarcado, chega-se a matar cerca de dez quilos de outros organismos, que são jogados de volta ao mar comprometendo futuras pescas. O consultor científico do Globo Mar, o professor de biologia da UFRJ Marcelo Vianna, apresenta técnicas e artifícios tecnológicos adotados em outros países para evitar esta depredação.










